O livro da ciência das máquinas de Leonardo da Vinci – 24/06

O próximo seminário do Programa de Pós-Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática será realizado no dia 24/06/13, e trará como palestrante o Prof. Dr. Eduardo Kickhöfel, da UNIFESP, com o título: “O livro da ciência das máquinas de Leonardo da Vinci“.

Local: Universidade Federal do ABC – Campus Sto. André – Av. dos Estados, 5001 – Bloco B – Sala 303, 3º andar

Horário: das 14h00 às 16h00

O resumo da palestra já está disponível no site da PEHFCM.

Interpretation in Historiography and Historiography of Science 2013

Interpretation in Historiography and Historiography of Science
Workshop on Philosophy of History and Historiography
University of Hull
Wilberforce Building LT 15

May 22, 2013

What is the relation between historical interpretation and the historical record? This is a question that is equally fundamental in the philosophy of general historiography and in the philosophy of the historiography of science.

In one extreme, we find traditional meta-interpretations of the history of science, in which science is judged to gradually progress towards the truth. In the other extreme, there are anthropological studies of science, which limit historical interpretation, “science in the making,” to the first-hand observations of scientists’ activity.

The 19th century Rankeanism, which implies that one can describe the past as it really was, wie es eigentlich gewesen, has held sway in historiography for long. However, in recent decades the narrativist philosophy of historiography has argued that historical interpretation is a matter of creative and aesthetic construction, not to be evaluated epistemologically at all. Further, some programmatic postmodernists suggest that the only rationale in historiography is to enhance discussion of moral and ethical problems in our contemporary culture.

What is the relation between historical interpretation and the historical record? Is it conceivable that historical data could determine any theses on history? Does the problem of underdetermination apply equally to historical interpretation as to scientific theories? Are there perhaps epistemic values or other epistemic constraints that limit the number of reasonable historical interpretations? Should we limit interpretation to microhistorical radical empiricism, which tries to avoid imposing any generalising narratives? What does such an approach imply philosophically? And is it possible to have a historical representation without any synthetizing narrative in the first place?

These and other related questions will be discussed in this workshop. It brings together scholars working in the philosophy of historiography and in the philosophy of the historiography of science.

Programme

9.45-10.00      Welcome and coffee
10.00-11.30    John Christie (Oxford):  “Philosophical Historiography of Science”
11.30-11.45     Coffee break
11.45-13.15     Jouni-Matti Kuukkanen (Hull): “Colligatory Concepts: Figments of Literary                                     Imagination or Faithful Copies of the Past?”
13.15-14.15     Lunch break
14.15-16.00     Rogier de Langhe (Tilburg): TBA
16.00-16.15     Coffee break
16.15-18.00     James W. McAllister (Leiden): “Tensions between Empiricism and                                                   Interpretation in Historiography of Science”

Attending the workshop is free and all are welcome.

This workshop is supported by the Royal Institute of Philosophy and Philosophy at the University of Hull.

Fonte:  Prof. Jouni-Matti Kuukkanen (página pessoal aqui) via HOPOS-L

Programação de Seminários de ENS-003

[ATUALIZADO EM 30/04] Esta é a programação de seminários na minha turma da disciplina de Historiografia e Filosofia das Ciências e Matemática, ENS-003, da PEHFCM, no 1o. Quadrimestre de 2013:

√ 26/02/2013 – Regina e Daniela – Texto: J. d’Assunção Barros – “História e ciência: Algumas questões de método e epistemologia” – Parte 1 (pp. 139-158)

√ 05/03 – Taimara e Anderson – J. Barros – Parte 2 (pp. 158-183)

12/03 – Josilda e Vera – Texto: Peter Burke – “A Nova História, seu passado e seu futuro” – Parte 1 (pp. 1-6, até a seção “Os prós e contras da mudança”)

19/03 – Edson e Luiz – Peter Burke – Parte 2 (pp. 6-13, a partir da seção “Problemas de definição”)

26/03 – Soraia, Carla e Ricardo – Texto: Helge Kragh – Introdução à Historiografia da Ciência (trad. port. ou esp.), Cap. 2 – “História da Ciência”

28/03 – Cíntia, Aline e Jimena – H. Kragh, Cap. 3 – “Objetivos e justificação”

02/04 – Lígia, Mirtes e Alan – H. Kragh, Caps. 6 e 7 – “Explicações” e “História hipotética”

[De 08/04 a 20/04 - Recesso segundo o calendário acadêmico]

23/04 – Letícia, Verônica e Suseli – H. Kragh, Cap. 8 – “Estrutura e organização”

30/04 – Carla Adriana, Leonardo e Wagner – H. Kragh, Cap. 9 – “História da ciência anacrônica e diacrônica”

07/05 – Cristiane e Liliane – H. Kragh, Cap. 11 – “Fontes”

09/05 – Barbara, Taís e Leandro – H. Kragh, Cap. 12 – “Avaliação das fontes”

Lembro ainda que a data da prova da nossa disciplina é 14/05/2013.

Mais imagens do V Seminário

Abaixo, no centro, Élika Takimoto (CEFET e UERJ); em segundo plano, da esquerda para a dieita: Érico Andrade (UFPE), Maurício Ramos (USP), César Battisti (UNIOESTE) e Marisa Donatelli (UESC).

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Abaixo, em primeiro plano, Renato Kinouchi (UFABC). Na parte central da imagem, da esquerda para a direita, Olival Freire, Marisa Donatelli, Letícia Alabi (Mestranda – UFABC), Érico Andrade. No fundo à esquerda, Marcelo Moschetti, Daniela Rozados e Taimara Passero (parcialmente encobertas), e mais acima à direita, Fernando Matos (UFABC).

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Eduardo Barra (UFPR):

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Abaixo, Olival Freire escuta a questão de Marcelo Pires (UFABC, na 5a. fila à esquerda):

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Imagens do quarto dia do V Seminário

Olival Freire Jr. (UFBA) apresentou a conferência de encerramento, baseada em seu trabalho com Ileana Greca, “Meeting the challenge: quantum physics in introductory physics courses”:

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Maurício Ramos (USP) apresentou seu trabalho em epistemologia histórica da biologia, “Goodsir e Bütschli: centros celulares nutritivos e espumas microsópicas” (abaixo).

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Ramos também comentou o trabalho apresentado por Marcos Barbosa de Oliveira (FE-USP), “Sobre a mercantilização da ciência: a dimensão administrativa” (abaixo).

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Abaixo, em primeiro plano, da esquerda para a direita: Maria Cecília L. G. dos Reis (UFABC), Olival Freire Jr, Marisa Donatelli (UESC) e Paulo Tadeu da Silva (UFABC).

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Imagens do terceiro dia do V Seminário

Acima: Érico Andrade (UFPE) e Eduardo Barra (UFPR).

Acima, ao centro: Prof. Bruno Nadai (UFABC), tendo à esquerda Luís Geraldo G. da Silva e Joan Burton (Mestrandos UFABC).

Acima: Daniela Rozados (Posdoc – USP).

Acima: Michele Alves da Silva e Lígia Lopes Gomes (Mestrandas UFABC).

Acima: público da sessão de comunicações.

Primeiro dia do V Seminário

Algumas imagens do primeiro dia do V Seminário de História e Filosofia da Ciência, que ocorre na UFABC até o dia 29/11.

(1) Conferência de abertura: Nicholas Lechopier (Lyon 1) – “Reciprocidade nas comunidades epistêmicas: Lições de uma parceria de pesquisa de saúde ambiental concernentes à dimensão coletiva da ciência“.

(2) Visão do público do evento:

(3) Mesa redonda sobre Descartes: Marisa Donatelli (UESC, Ilhéus, BA) e Pablo Mariconda (USP, São Paulo, SP):

Disciplinas para 2013 – Pós-Graduação

Como já estamos em novembro, penso que é adequado fazer alguns avisos. No primeiro quadrimestre de 2013 — se tudo correr conforme a previsão — irei ministrar a disciplina Historiografia e Filosofia das Ciências e Matemática, obrigatória do Programa de Pós-Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática da UFABC.

Digo “previsão” porque isso é algo que ainda tem a ver com a recente greve das universidades federais. Trata-se do oferecimento da disciplina no chamado “quadrimestre ideal”, mas, em função das assincronias causadas pelos 120 dias de greve (da qual a PEHFCM participou), esta mesma disciplina já está sendo oferecida no atual quadrimestre.

Bem, dividi o programa da disciplina para o 1Q2013 em duas grandes seções. Na primeira parte, tratarei do debate historiográfico sob um ponto de vista geral, não limitado exclusivamente à história da ciência, mas contemplando (com inevitável brevidade) diferentes escolas historiográficas — através de textos de Barros, Burke, Braudel, Abrantes e outros. Já na segunda parte, iremos trabalhar textos que incorporam especificamente o debate sobre a relação entre História da Ciência e Filosofia da Ciência — via autores como Moulines, Giere, McMullin, Évora e outros.

Oportunamente, maiores informações e textos serão divulgados na página da disciplina, que irei criar em breve dentro do meu site.

Astronomia e interdisciplinaridade

No ano passado, foram publicados pela Astronomical Society of the Pacific os Proceedings de um simpósio realizado em Veneza em 2009,  The Inspiration of Astronomical Phenomena VI, comemorando os 400 anos do uso do telescópio por Galileu.

Os autores participantes do simpósio, de natureza verdadeiramente interdisciplinar, trataram de aspectos da ciência, vida e obra galileanas; de temas tradicionais de história da astronomia; também foram focalizadas as relações entre astronomia e arte, música, e literatura; astronomia, religião e culturas antigas e tradicionais; e ainda astronomia e ensino. Confira o sumário neste link.

Na seção sobre Galileu, as observações telescópicas de 1609-1610 são discutidas sob variados aspectos. Na seção sobre astronomia e arte, há interessantes análises de obras de artistas plásticos, do passado e do presente, que trabalharam com temas astronômicos. Há também estudos sobre a música e a teoria musical na época de Gaileu — inclusive em sua família, pois o Galilei mais bem conhecido como músico era seu pai Vincenzo Galilei. (A propósito, uma tese sobre a teoria musical de Vincenzo acaba de sair no Brasil — Vincenzo Galilei contra o número sonoro, de Carla Bromberg, ed. Livraria da Física).

A boa notícia é que a publicação original (Astronomical Society of the Pacific Conference Series, Vol. 441), que estava disponível para compra em http://www.aspbooks.org/a/volumes/table_of_contents/?book_id=492, está agora disponível em acesso livre através do NASA/Smithsonian Astrophysics Data System, no endereço:

http://adsabs.harvard.edu/cgi-bin/nph-abs_connect?ref_stems=ASPC..441&jou_pick=YES&return_req=no_params&end_year=2012

Obrigado a Robert Van Gent e Giancarlo Truffa pela indicação, via HASTRO-L.

Steven Shapin no 13o. SNHCT, na USP

Na semana de 3 a 6 de Setembro de 2012, no 13o. Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia, realizado na USP, a conferência de abertura, na segunda-feira à noite, foi do Prof. Steven Shapin, da Universidade de Harvard.

Autor (com Simon Schaffer) do já clássico Leviathan and the air-pump: Hobbes, Boyle and the experimental life (Princeton Univ. Press, 1985) — um estudo de caso na perspectiva do modelo causal-simétrico em sociologia da ciência (também chamado de “strong programme”, o “programa forte”) — Shapin irá ter o seu mais recente livro, Never Pure:  Historical Studies of Science as if It Was Produced by People with Bodies, Situated in Time, Space, Culture, and Society, and Struggling for Credibility and Authority (Johns Hopkins Univ. Press, 2010), publicado no Brasil até o final de 2012, pela editora Fino Traço e EDUEPB.

Na conferência do dia 03/09, Shapin falou sobre a questão da identidade do cientista — de como essa identidade, tanto a socialmente percebida quanto a auto-imagem — passou por transformações profundas entre o século XIX e o início do XXI. Ele tem uma dicção excelente, diga-se de passagem, o que tornou bem fácil acompanhar o seu inglês.

No Programa de Pós-Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática, trabalhei com uma de minhas orientandas o livro de Shapin sobre Boyle e Hobbes, e pudemos apreciar a diferença que se estabelece entre uma metaciência com pretensão descritiva e explicativa (programa “forte”) e uma metaciência filosófica e normativa (Hugh Lacey).

A qualidade das fotos nesta página (tiradas no anfiteatro de História da USP) não está grande coisa — eu estava sem um aparelho bom naquela ocasião — mas serve como registro. Parabéns à Sociedade Brasileira de História da Ciência pela organização do evento, que foi um sucesso.

V Seminário de HFC

Já está disponível a programação do V Seminário de História e Filosofia da Ciência, que nesta edição será realizado no Campus São Bernardo da Universidade Federal do ABC, de 26 a 29 de Novembro de 2012. O autor deste blog irá participar tanto como expositor (com a palestra “Cento e vinte anos de redes: Da metáfora à estrutura”) quanto como comentador na sessões de discussão. As minhas alunas Taimara Passero e Lígia Gomes irão participar das sessões de comunicação, apresentando, respectivamente, com os trabalhos: “O experimento de Michelson-Morley: primeiras considerações sobre seu desenvolvimento e influência ou não para o pensamento de Einstein sobre a relatividade restrita” e: “O cientista, a guilhotina e os valores”, este versando sobre a revolução química vista sob uma perspectiva laceyiana.

Scientiarum Historia V

Acontece de 12 a 14 de Novembro de 2012 na Universidade Federal do Rio de Janeiro, CCMN – Ilha do Fundão, o Scientiarum Historia V, Quinto Congresso de História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, que tem como tema “Filosofia, ciências e artes: Conexões interdisciplinares”. A realização é do HCTE – Programa de Pós-Gradução em História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia. Confira a programação.

Hoje é o aniversário de Alexandre Koyré

Alexandre Koyré completaria hoje 120 anos. Mais conhecido como o autor do já clássico From the closed world to the infinte universe, de 1957, leitura obrigatória para toda gente que se interessa pela Revolução Astronômica dos séculos XVI-XVII e pela Revolução Científica do século XVII (bem como seus antecedentes renascentistas), o grande historiador da ciência e filósofo Koyré (1892-1964) também escreveu muitas outras obras.

Títulos como Études galiléennesThe Astronomical Revolution: Copernicus-Kepler-Borelli, Metaphysics and measurement: Essays in Scientific Revolution, Newtonian studies, Ensaios de história do pensamento científico e Ensaios de história do pensamento filosófico são coleções de ensaios que assombram, cada um deles individualmente, pelo fôlego, pela sutileza historiográfica, pela erudição e pela defesa coerente de uma determinada visão de cultura, ciência, pensamento e história.

Koyré pode talvez ser considerado um tanto “racionalista”, “intelectualista” ou “internalista” demais para o gosto, digamos, mais subjetivista, contingente e externalista da historiografia da ciência mais recente — assim como por certa historiografia mais empirista da primeira metade do século XX. Porém o certo é que, se olharmos para o plano conceitual do desenvolvimento da ciência, suas análises são incontornáveis, impossíveis de não se levar em conta, ainda hoje.

Parafraseando o que disse o crítico Antonio Candido por ocasião da morte do poeta João Cabral de Melo Neto, a obra de Koyré continuará proporcionando alimento, conforto e desafios para muitas gerações que ainda estão por vir.

Alguns textos de Koyré estão disponíveis através da Antologia de textos do meu site de Filosofia e História da Ciência: “O significado da síntese newtoniana”, “As etapas da cosmologia científica”, e (externo) dois capítulos de From the closed world to the infinite universe.

Revista Scientiae Studia em destaque

O Jornal da USP publicou (n. 970, 19 de agosto de 2012) uma matéria sobre periódicos acadêmicos brasileiros que dá destaque à Scientiae Studia – Revista Latino-Americana de Filosofia e História da Ciência (ISSN 1678-3166).

Esta é uma publicação classificada como Qualis A2 (disponível também no SciElo) que conta, tanto na comissão como no conselho editorial, com forte participação de docentes da UFABC (incluindo este seu criado).

Leia mais em http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=24146

Novidades na antologia de textos do site

Vários textos novos (ou links novos) estão disponíveis na Antologia de textos do meu site:

BACHELARD, Gaston – “A complexidade essencial da filosofia científica” – A densa introdução ao clássico livro O novo espírito científico.

BLOOR, David – “The strong programme in the sociology of knowledge” – O manifesto clássico do modelo causal / simétrico, também conhecido como “programa forte”, da sociologia da ciência. [Link externo]

CONDILLAC, Etienne Bonnot de  - Tratado dos sistemas (capítulos selecionados) – Uma formulação ao mesmo tempo radical e sofisticada do empirismo do século XVIII, pelo autor citado por Lavoisier.

GRANGER, Gilles-Gaston – “Filosofar sobre a filosofia” – Capítulo 1 do livro Por um conhecimento filosófico.

KUHN, Thomas S. – “The function of dogma in scientific research” – Texto de 1963, sintetizando as principais teses da primeira parte do livro A estrutura das revoluções científicas (que completa 50 anos de publicação neste ano de 2012).

NASCIMENTO, Maria das Graças – “Cartesianismo e ilsutração” – Texto ao mesmo tempo sucinto e profundo, analisando a ruptura do Iluminismo com a ciência e a filosofia cartesianas. [Link externo para a edição online da revista Analytica]

E mais: links externos para sites com capítulos selecionados de Olivier Darrigol (Electrodynamics from Ampère to Einstein), Alexandre Koyré (From the closed world to the infinite universe) e Richard Westfall (The construction of modern science: Mechanisms and mechanics).

Confira tudo isso e muito mais na Antologia.

V Seminário Nacional de História e Filosofia da Ciência

Estão abertas as inscrições de trabalhos para o V Seminário de História e Filosofia da Ciência, que acontecerá na Universidade Federal do ABC, Campus São Bernardo, de 26 a 29 de novembro de 2012. O Seminário está aberto a todos os professores universitários e alunos de pós-graduação que desejem participar com comunicações voltadas para os seguintes eixos temáticos:

ET I: Matematização da natureza; Mecanicismo; Filosofia da natureza
ET II: História e Filosofia da Biologia
ET III: Ciência: critérios e valores; Estudos Sociais da Ciência
ET IV: Estudos teórico-metodológicos em HFC

As propostas de trabalhos devem ser enviadas até 23/07/2012, na forma de resumo ampliado. Serão selecionados 16 trabalhos para compor as sessões de comunicação. O evento também contará com a presença de especialistas na área, que participarão como debatedores em mesas-redondas. O calendário, procedimentos para inscrição, endereço para envio e composição da comissão organizadora podem ser encontradas na Circular do evento.

O apoio para a edição 2012 do Seminário na UFABC é do Centro de Ciências Naturais e Humanas, do Bacharelado em Filosofia, da Licenciatura em Filosofia, da Pós-Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática e da Pró-reitoria de Extensão da UFABC. O evento tem periodicidade bienal. As edições anteriores foram realizadas em 2008 (III Seminário – UESC – BA) e 2010 (IV Seminário – UESC – BA).

Minicursos na USP em Maio e Junho / 2012

Estão abertas as inscrições para participação nos minicursos nas áreas de Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia que ocorrerão durante os meses de maio e junho no Prédio de Filosofia da USP/SP, promovidos pela Associação Scientiae Studia. Os minicursos possuem curta duração, são gratuitos e suas inscrições são abertas aos interessados.

Para realizar a inscrição, basta enviar um e-mail para secretaria@scientiaestudia.org.br, informando:

  • Nome; Instituição;  Curso (graduação, mestrado, doutorado, etc); E-mail; Título do minicurso em que deseja se inscrever.

Você receberá um e-mail confirmando a sua inscrição. Quanto aos certificados, serão concedidos para aqueles participantes que obtiverem 100% de frequência no(s) minicurso(s) em que esteja inscrito.

A seguir, detalhes sobre as três opções oferecidas nos meses de Maio e Junho:

Minicurso 1: Pierre Duhem – um filósofo da ciência em função de sua religião?

Apresentação: Fábio Leite (Doutor, Departamento de Filosofia USP/SP)

Datas: Qua, 09/05/12 e Qui, 10/05/12 (2 aulas)

Horário: 10:00h. Local: Prédio de Filosofia USP/SP, sala 113.

 

Minicurso 2: Extensão do domínio da teoria da seleção natural – um confronto de alternativas.

Apresentação: Lorenzo Baravalle (pós-doutorando, Departamento de Filosofia USP/SP)

Datas: Qui, 17/05/12; Qui, 24/05/12 e Qui, 31/05/12 (3 aulas)

Horário: 18:00h. Local: Prédio de Filosofia USP/SP, sala 113.

 

Minicurso 3: Pluralismo Valorativo e metodológico – uma abordagem reticulada e contextualizada das pesquisas científicas

Apresentação: Kelly Koide (doutoranda, Departamento de Filosofia USP/SP)

Datas: Ter, 26/06/12; Qua, 27/06/12 e Qui, 28/06/12 (3 aulas)

Horário: 18:00h. Local: Prédio de Filosofia USP/SP, sala 105 (aulas 1 e 2) e 113 (aula 3).

[Fonte: Secretaria Associação Scientiae Studia]

Edwin Burtt – The Metaphysical Foundations of Modern Science

O trecho de Edwin Burtt comentado nas aula de Teoria do Conhecimento: Empirismo e Racionalismo dos dias 05/03 (Diurno) e 07-14/03 (Noturno), em conexão com o nosso estudo de Hume, está reproduzido abaixo. A edição em inglês disponibilizada pelo Google Books é incompleta e não inclui precisamente estas páginas.

«Para Newton, não havia, absolutamente, certezas a priori, tal como acreditavam Kepler, Galileu e, especialmente, Descartes, no sentido de que o mundo é inteiramente matemático; e, menos ainda, no sentido de que os seus segredos podem ser completamente desvendados pelos métodos matemáticos até então aperfeiçoados. O mundo é o que é; na medida em que leis matemáticas exatas puderem ser descobertas nele, está tudo bem; na medida em que não puderem, devemos procurar expandir a nossa matemática, ou então nos resignarmos a algum outro método menos certo. [...] Para Newton… a matemática deve moldar-se continuamente à experiência; e, sempre que ele se permitia longas deduções a partir de princípios, insistia zelosamente no caráter puramente abstrato dos resultados, até que se tornassem fisicamente verificados.»

— Edwin A. Burtt, The metaphysical foundations of modern science, Cap. VIII, Seção 1.b, pp. 212-213. New York: Dover, 2003. [Trad. V. A. Bezerra.]

Newton — Regras do raciocínio em filosofia

O trecho de Newton comentado nas aulas de Teoria do Conhecimento: Empirismo e Racionalismo de 05/03 (Diurno) e 07-14/03 (Noturno), em conexão com a nossa leitura de Hume, está transcrito abaixo e pode ser encontrado também na Ant0logia de textos do meu site.

1a. Regra [Princípio da parcimônia (Navalha de Ockham)]

«Não devemos admitir mais causas para as coisas naturais do que aquelas que forem verdadeiras e suficientes para explicar as suas aparências. É com esse objetivo que os filósofos dizem que a Natureza não faz nada em vão, e quando o menos já basta, o mais é em vão; pois a Natureza se agrada da simplicidade, e não lhe cabe a pompa das causas supérfluas.»

2a. Regra [Similaridade de efeitos permite inferir similaridade de causas]

«Portanto, aos mesmos efeitos naturais devemos, na medida do possível, atribuir as mesmas causas. Tal como, por exemplo, para a respiração no homem e nos animais; a queda das pedras na Europa e na América; a luz do fogo de cozinhar e do Sol; a reflexão da luz na Terra e nos planetas.»

3a. Regra [Princípio de universalidade ou ampliatividade]

«As qualidades dos corpos que não admitirem nem aumento nem diminuição de grau, e que se concluir pertencerem a todos os corpos ao alcance de nossos experimentos, devem ser tomadas como sendo as qualidades universais de todos os corpos.»

4a. Regra [Indução]

«Na filosofia experimental devemos encarar as proposições inferidas a partir dos fenômenos por indução geral como sendo precisamente ou aproximadamente verdadeiras, a despeito de quaisquer hipóteses contrárias que possam ser imaginadas, até que ocorram outros fenômenos, pelos quais elas podem ser tornadas mais precisas ou suscetíveis de exceções. Devemos seguir esta regra, de que o argumento por indução não pode ser evitado por hipóteses.»

— Isaac Newton, Mathematical Principles of Natural Philosophy, trad. ingl. por A. Motte / F. Cajori, in: Great Books of the Western World, Volume 34 – Newton/Huygens, pp. 270-271. Chicago / London / Toronto: Encyclopaedia Britannica, 1952. Trad. port. por V. A. Bezerra.

Ubiratan d’Ambrosio na UFABC

O historiador da matemática e educador Ubiratan d’Ambrosio (professor emérito da Unicamp) irá fazer no dia 29/02 uma conferência na Universidade Federal do ABC sobre “História das Ciências e Matemática: da institucionalização à difusão”. D’Ambrósio é autor, entre outros, de Etnomatemática (2001), Uma história concisa da matemática no Brasil (2008), Educação matemática: Da teoria à prática (1996), Educação para uma sociedade em transição (1999), e Da realidade à ação: Reflexões sobre educação e matemática (1986).

Data e hora: 29/02/2012 – (quarta-feira) –  14h00/18h00

Local: Auditório 111-0 (Bloco A, 1. andar, Torre 3)

UFABC – Campus Santo André – Av. dos Estados, 5001.

Fonte: Profs. Plínio Táboas e Graciela Oliver (UFABC)

 

Colóquio História e Filosofia da Ciência na Unifesp

Foto: Wilson Hurst

Acontece nos dias 07, 08 e 09/12/2011 (4a, 5a e 6a feira próximas), o Colóquio História e Filosofia da Ciência da Unifesp, com a presença de pesquisadores da UESC, USP, UFABC e da Unifesp, além de convidados internacionais como Michel Paty, Silvia Manzo e José Díez. Irei participar apresentando o trabalho “Anotações para uma reconstrução estruturalista dos modelos filosóficos de racionalidade científica“. A programação completa está disponível aqui. O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Unifesp.

Local: auditórios do Campus Vila Mariana / Escola Paulista de Enfermagem da Unifesp (r. Napoleão de Barros e R. Borges Lagoa).

Horário: 07/12 – das 10h00 às 17h00; 08/12 – das 14h00 às 17h00; 09/12 – das 09h00 às 17h00.

Seminário Internacional de História da Ciência e da Tecnologia – SBHC – Set/2012

A SBHC – Sociedade Brasileira de História da Ciência – realizará o 13º Seminário Nacional de História da Ciência e da Tecnologia entre os dias 03 e 06 de setembro de 2012, na cidade de São Paulo, nas dependências do Departamento de História da Universidade de São Paulo – USP.

Realizado desde o início da década de 1980, este é o mais importante evento nacional da área, congregando pesquisadores de diversas origens e especialidades. Entre as atividades previstas estão Conferências, Mesas-Redondas, Simpósios Temáticos, Sessões de Comunicação Livre, Mini-Cursos, Painéis de Iniciação Científica, lançamento de livros e eventos sócio-culturais.

Acompanhe maiores informações no site oficial do evento.