Agenda de (mais) eventos – Novembro

[03/11/2011] Palestra – Prof. Dr. Pablo Lorenzano (Universidade  Nacional de Quilmes, Argentina) – “Principios guía en las ciencias biológicas” integrando o I Ciclo de conferências “Filosofia da ciência, tecnologia e sociedade” da Unifesp-Guarulhos.

Local: sala 17 – Unidade I – UNIFESP – Guarulhos – Horário: 18-19:30h

O ciclo de conferências Filosofia da Ciência, Tecnologia e Sociedade tem como objetivo propor, mensalmente, uma discussão e reflexão em torno dos grandes temas atuais sobre o desenvolvimento cientifica e tecnológico e sua relação com a sociedade, passando pelas questões filosóficas, éticas, educacionais, responsabilidade dos cientistas, conscientização e atuação da sociedade junto às novas pesquisas e aplicações científicas. As conferências são abertas aos alunos, professores universitários, professores da rede pública, estendendo-se a toda comunidade interessada em refletir e debater sobre o papel da ciência e da tecnologia na sociedade. Certificados serão conferidos ao final das palestras. Organização:  Grupo Filosofia da Mente e Reducionismo Psiconeural.

(Fonte: Profa. Marisa Russo, Unifesp)

[19/11/2011] Lançamento de livro:

Profa. Cristiane Negreiros Abbud Ayoub – Iluminação trinitária em Santo Agostinho (Editora Paulus)

(A Profa. Cristiane foi recentemente aprovada em concurso na Universidade Federal do ABC.)

Sábado, 19/11, a partir das 18h30 – Livraria Martins Fontes – Av. Paulista, 509 – Tel. (11)2167-9000

(Fonte: Divulgação Editora Paulus)

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Saiu o número 2 de Metatheoria

Acaba de ser publicado o número 2 do volume 1 da revista Metatheoria – Revista de Filosofía e Historia de la Ciencia, contendo artigos sobre a vertente da filosofia contemporânea da ciência conhecida como metateoria estruturalista.

O novo número inclui textos de expoentes dessa corrente, dentro do panorama internacional, como Carlos Ulises Moulines e Joseph D. Sneed — este, apresentando um trabalho de fôlego, no qual lança os “prolegômenos” a uma reconstrução estruturalista da mecânica quântica. (Numerosas teorias científicas, tanto da física como de variadas áreas, e de diferentes épocas da história da ciência, já foram objeto de reconstruções de tipo estruturalista.)

A revista, criada em 2010, opera no sistema de acesso livre e texto completo online. Veja o sumário do número 2, do número 1 e as informações sobre expediente, política editorial e instruções para autores.

Agenda de Palestras e Eventos – Out/Nov/2011

[ATUALIZADO EM 28/10/2011]

24/10/2011Seminários do Programa de Pós-graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática

Fábio Rodrigo Leite (doutorando no Depto. de Filosofia da FFLCH-USP) – “Qual continuísmo? Aspectos da historiografia duhemiana

Local e horário: segunda-feira, 24/10, às 14h30, excepcionalmente na sala 306, bloco B.

Resumo: É comumente sabido que Pierre Duhem foi um dos maiores historiadores da ciência que a própria história já conheceu. Os resultados de suas pesquisas conduziram-no a uma revolução historiográfica que se notabilizou pela oposição à concepção então reinante segundo a qual a Idade Média não passara de um período obscuro e, mesmo, de involução científica. Um dos principais objetivos de sua obra historiográfica seria evidenciar que os princípios da ciência moderna haviam sido semeados pelos mestres da Universidade de Paris no medievo, responsáveis por iniciar uma tradição que iria fecundar, por intermédio de uma evolução contínua, o século XVII. Mas até onde esta concepção continuísta pode ser contraposta a uma concepção “revolucionarista”? Qual é o verdadeiro alcance do continuísmo histórico duhemiano? Não reconheceria ele a existência de revoluções científicas? Esperamos mostrar que os aspectos continuístas da historiografia de Duhem são bem menores do que se pensa, e que ele reconhece a existência de revoluções científicas de vários níveis. Assim, nossa apresentação será dividida em três partes: faremos inicialmente (a) uma análise da necessidade da abordagem histórica no ensino de física, sempre acalentada por ele; em seguida, exporemos (b) o seu pretenso continuísmo ao nível da filosofia da história; e, por fim, (c) a concepção duhemiana de revoluções científicas.

(Fonte: Profa. Patrícia Velasco, UFABC)

24 a 27/10/2011VII Colóquio Internacional Michel Foucault – “O mesmo e o outro: 50 anos de História da Loucura (1961-2011).

Local: Teatro TUCARENA – R. Monte Alegre, 1024 – Perdizes – São Paulo

Horário: Dias 25, 26 e 27, a partir das 10h00; dia 24, a partir das 14h00. Veja a programação.

(Fonte: Divulgação PUC-SP)

24/10/2011 – I Ciclo de Conferências “Filosofia da ciência, Tecnologia e Sociedade” (Unifesp-Guarulhos) – “Neurociência e Emoção – Tema: Comportamento maternal e depressão pós-parto, quando a emoção se torna patológica”, com a Profa. Dra. Elizabeth Teodorov (Núcleo de Cognição e Sistemas Complexos, CMCC/UFABC)

Local: UNIFESP Guarulhos, Unidade I, sala 20, Horário: 18-19:30h

(Fonte: Profa. Marisa Russo, Unifesp)

25/10/2011 – Lançamento do Vol. 9, No. 1 da revista Scientiae Studia – Revista Latino-americana de Filosofia e História da Ciência, com a participação dos autores Vladimir Safatle (Filosofia USP), Richard Theisen Simanke (Filosofia UFSCar), César Ades (Psicologia USP) e Renato Kinouchi (Filosofia UFABC), que irão apresentar e debater temas que se encontram nas fronteiras entre a filosofia, a psicologia e a biologia, com especial atenção para assuntos relacionados à filosofia da psicanálise.

Data: 25 de outubro – Horário: das 13h às 14h
Local: Biblioteca do Instituto de Psicologia – USP

(Fonte: Prof. Renato Kinouchi, UFABC)

03/11/2011 – Palestra: Direitos autorais de obras intelectuais nos ambientes hipermídia para aprendizagem, com o Prof. Dr. Luiz Otávio Pimentel (UFSC), dirigido a toda a comunidade da UFABC.

Data: 03/11/2011 – às 14h

Local: UFABC, Campus Santo André, Bloco A, Auditório A211-0, Bloco A.

(Fonte: Equipe PACC/UAB/UFABC)

[ATUALIZADO] 07/11/2011 – Seminários do Programa de Pós-Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática

Prof. Pablo Lorenzano (Universidad Nacional de Quilmes) – “Una manera de analizar a las teorías científicas

Resumo: El objetivo de esta conferencia es presentar una manera en que pueden analizarse las teorías científicas. El análisis propuesto utiliza las herramientas conceptuales del estructuralismo metateórico y es ejemplificado con el caso de la genética clásica.

Local e horário: Universidade Federal do ABC, Campus Santo André – Bloco B, Auditório do 8o. andar – 14h30.

Endereço: Avenida dos Estados, 5001.

16 a 18/11/2011V Encontro Nacional e III Encontro Internacional do GT Ética e Cidadania da ANPOF – “A Filosofia na América Latina: Suas potencialidades e desafios”.

Local: Universidade Federal do ABC – Campus São Bernardo – Bloco Sigma – R. João Pessoa, 59

(Fonte: Prof. Daniel Pansarelli – UFABC)

Minnesota Studies in the Philosophy of Science agora online

Um corte transversal em mais de meio século de filosofia da ciência. Um verdadeiro acontecimento editorial, no âmbito da literatura acadêmica contemporânea em filosofia, com reverberações em áreas tão diversas quanto a física, a ciência cognitiva, a matemática, a lógica, a história da filosofia, a psicanálise, a psicologia, a história, a sociologia da ciência. Uma profusão de textos e autores que se tornaram (a maioria deles) nada menos do que clássicos da filosofia contemporânea da ciência. Uma rica e vasta porção sistemática do que de melhor se produziu na metaciência do século XX. Um exemplo esplêndido do uso da Internet no sentido de democratizar o acesso ao conhecimento da mais sofisticada extração.

A Wilson Library, no campus Twin Cities da Universidade de Minnesota, o mesmo onde está localizado o Centro de Filosofia da Ciência (Fonte: Maira's Library Blog)

De todas essas formas pode ser descrita a série Minnesota Studies in the Philosophy of Science, gestada nos seminários do hoje lendário centro de pesquisa, que agora aparece na íntegra em formato eletrônico e acesso livre. É até um tanto difícil falar objetivamente sobre volumes que foram minhas leituras constantes, que de tal forma me alimentaram durante décadas, mas vamos tentar.

Um dos temas que perpassam a coleção é, claramente, a substituição da filosofia do empirismo lógico — após ter definido rumos de investigação durante algumas décadas, e ter realizado uma minuciosa autocrítica –, primeiro pela filosofia da “virada historiográfica”, e depois pelo naturalismo e pelos enfoques computacionais. Outro tema — mais um dentre os múltiplos trajetos que podem ser percorridos — é a teoria geral da ciência cedendo cada vez mais espaço à filosofia das ciências particulares.

Os três primeiros volumes — The foundations of science and the concepts of psychology and psychoanalysis, de 1956; Concepts, theories and the mind-body problem, de 1958; e Scientific explanation, space and time, de 1962 — são dominados por um “primeiro time”, ligado — seja por adesão, seja por oposição — à agenda de problemas do empirismo lógico tardio: Carnap, Scriven, Sellars, Feigl, Hempel, Grover Maxwell. Textos sólidos, sistemáticos, laboriosos, fazendo jus ao que de melhor o empirismo lógico nos deixou como exemplo. O volume 1 apresenta, entre vários outros, nada menos que dois textos clássicos, dos que figuram em qualquer antologia: “The methodological character of theoretical concepts”, de Carnap, e “Empiricism and the philosophy of mind”, de Sellars. De contrapeso, ninguém menos do que Skinner, o behaviorista-mor, em uma peça polêmica, “Critique of psychoanalytic concepts and theories”. No volume 2, entre muitos outros, mais dois clássicos: o de Hempel, “The theoretician’s dilemma: a study in the logic of theory construction”, em cuja parte final o autor analisa o teorema de Craig e a sentença de Ramsey; e “The ‘mental’ and the ‘physical'”, de Feigl. No volume 3, a resposta provocativa de Grover Maxwell a Carnap, intitulada “The ontological status of theoretical entities”, além, entre outros, de um esforço tardio de sistematização de Hempel, “Deductive-nomological vs. statistical explanation” — material que viria a ser incorporado em seu Aspects of scientific explanation and other essays in the philosophy of science, de 1965 — sem esquecer o texto de Adolf Grünbaum, “Geometry, chronometry and empiricism”, trabalhando temas presentes em seu Philosophical problems of space and time, de 1963.

No volume 3, de 1962, encontramos o artigo marcante de Paul Feyerabend, “Explanation, reduction and empiricism”, um de seu primeiros ataques de fôlego à received view; e no volume 4, de 1970, encontramos o seu artigo “Against method: outline of an anarchistic theory of knowledge” — o qual, depois de muitas expansões e reelaborações (e graças aos debates com Lakatos e, por que não, à sua influência), seria um dos embriões que dariam origem ao célebre livro Contra o método. Neste mesmo volume 4, Analyses of theories and methods of physics and psychology, encontramos textos de Carl Hempel e de Herbert Feigl que hoje soam como cantos do cisne para a received view (o segundo destes, já traduzido em português).

No volume 5, Historical and philosophical perspectives of science, encontramos o clássico de Ernan McMullin (cujo recente falecimento foi noticiado neste blog), “The history and philosophy of science: a taxonomy”, juntamente com três tours de force sobre a eletrodinâmica, de Howard Stein, Kenneth Schaffner e Roger Stuewer (com direito a comentários de Mary Hesse). Feyerabend aproveita para deixar novamente clara a sua veia provocativa, com “Philosophy of science: a subject with a great past”.

No volume 6, de 1975, Induction, probability and confirmation, começamos a testemunhar algo como uma mudança de geração. Veteranos como Grover Maxwell, Mary Hesse e Wesley Salmon aparecem lado a lado com filósofos mais jovens, como Paul Teller, Jeffrey Bub e Ronald Giere, trazendo novos aportes para as questões da lógica indutiva, probabilidade, confirmação e bayesianismo.

Duas páginas do artigo de David Malament no Volume 8

A mesma tendência se observa no volume 8, de 1977, Foundations of space-time theories, onde despontam nomes como Michael Friedman, Clark Glymour, David Malament e Lawrence Sklar, entre outros, todos dedicando-se a um mergulho profundo nos temas mais espinhosos da filosofia da física, em particular os fundamentos das teorias da relatividade restrita e geral. O que temos aqui? Questões ancestrais da agenda filosófica — de metafísica, de teoria do conhecimento, de lógica e teoria de categorias, de metodologia — reformuladas e transpostas para o contexto da física contemporânea? Ou questões de fundamento que insistem em reaparecer, aqui e ali, em meio à prática da física, convidando a (e às vezes exigindo) uma abordagem filosófica? Talvez ambas as formas de ver a discussão não sejam mutuamente excludentes. No texto “Absolute and relational theories of space-time”, de Adolf Grünbaum, o veterano filósofo ainda mostra-se capaz de propor o mapa do caminho.

Entre os autores que contribuem para o volume 7, Language, mind, and knowledge, encontramos nada menos que Chomsky, Dennett, Jerrold Katz, John Searle, Gilbert Harman, David Lewis e Hilary Putnam, este com seu desafiador “The meaning of ‘meaning'” — mais um dos trabalhos definidores de rumos oriundos da pena do velho mestre (comparável aos igualmente influentes “What theories are not” e “Is logic empirical?”).

O sumário do Volume 9

No volume 9, Perception and cognition: Issues in the foundations of psychology, de 1978, Dennett e Gilbert Harman reaparecem ao lado de nomes como Jerry Fodor, Fred Dretske, Zenon Phylyshyn e Cliff Hooker, sem esquecer Herbert Simon (que naquele mesmo ano ganhara o Prêmio Nobel), todos traçando um panorama da nova filosofia da mente, onde tendências como a computacional e a naturalista começam a dominar o cenário. O recorte adotado apresenta um marcado contraste com as abordagens do volume 7: aqui, estamos claramente em mais uma fase de transição.

O já citado Glymour reaparece dando o tom do volume 10, de 1983, Testing scientific theories, um simpósio voltado para a sua teoria do bootstrap testing desenvolvida no livro Theory and evidence, de 1980. Bas Van Fraassen — que no mesmo ano de Glymour publicara o seu The scientific image, no qual defende o empirismo construtivo que hoje se mostra extremamente fecundo — contribui com dois textos, e Grünbaum volta-se para os temas da psicanálise, que na fase da maturidade passaram a dividir espaço em sua obra com as análises sobre tempo, causalidade e relatividade.

O volume 11, History and philosophy of modern mathematics, de 1988, apresenta tanto estudos de caso conceituais (sobre a análise não-standard de Robinson, sobre o Programa Erlangen de Felix Klein — este, co-autorado por ninguém menos que Garrett Birkhoff, algo como a história viva da matemática contemporânea — , o desenvolvimento da teoria clássica da probabilidade, o logicismo da virada do século XIX para o XX) quanto estudos de história institucional da matemática. Junte-se a isso, ainda no volume 11, um texto de Michael Friedman no qual o empirismo lógico já passa a ser objeto de estudo histórico: “Logical truth and analiticity in Carnap’ s Logical syntax of language“, que prenuncia a voga dos estudos tipo-HOPOS sobre a história do positivismo lógico (este texto viria a fazer parte do seu livro Reconsidering logical positivism, de 1999).

Esta vertente de estudos sobre o empirismo encontra expressão ainda mais plena no volume 12, Rereading Russell: Essays in Bertrand Russell’s metaphysics and epistemology, de 1989, em cujos capítulos são focalizados temas como a teoria dos tipos, o manuscrito Theory of knowledge e a concomitante interação com Wittgenstein, os problemas da indução, o imortal texto “On denoting”. Chamo a atenção para uma valiosa peça de Demopoulos e Friedman que resgata o conceito de estrutura no épico (o termo não poderia ser senão este) Analysis of Matter, de 1927.

O volume 13, intitulado simplesmente Scientific explanation, é capitaneado pelo grande expoente contemporâneo do tema, Wesley Salmon, que nos presenteia com a monumental revisão histórica com mais de 200 páginas, “Four decades of scientific explanation”. Autores de ponta como Nancy Cartwright, David Papineau, Peter Railton, Philip Kitcher, Matti Sintonen, Merrilee Salmon e James Woodward mapeiam diversos ângulos do venerável tema sob pontos de vista atuais.

Finalmente (por enquanto), o volume 14, com título ainda mais sucinto, Scientific theories,  nos presenteia com várias e surpreendentes reentradas em cena: primeiro, de Thomas Kuhn, com “Dubbing and redubbing: The vulnerability of rigid designation”, onde o antes controverso autor (sobre o qual já escrevemos neste mesmo blog) continua a trabalhar, em sua fase pós-Estrutura, o tema da incomensurabilidade, em termos das noções de tradução, metáfora, léxico e referência — um avanço rumo a uma maior sutileza interpretativa, diria ele; um recuo conservador, dirão seus críticos. Ao mesmo tempo, Salmon faz um exercício de releitura do mesmo Kuhn, em “Rationality and objectivity in science, or: Tom Kuhn meets Tom Bayes”. Além disso, Larry Laudan retoma o tema da subdeterminação empírica, já na fase pós-Progress and Its Problems e pós-Science and Values, em seu “Demystifying underdetermination”. O velho mestre Grünbaum retoma o seu novo tema de interesse, a psicanálise; John Worrall explora as interpretações kunhianas da história da ciência à luz do seu racionalismo crítico de tipo realista-estrutural; e Paul Churchland expõe seu programa naturalizante em “On the nature of theories: A neurocomputational perspective”. Richard Boyd, escrevendo sobre o tema do realismo científico, Eliott Sober, o veterano Brian Skyrms e o “neopopperiano-bayesiano” Colin Howson, entre outros, integram o volume.

Este tesouro intelectual está disponível agora na íntegra (14 volumes até 1990) para todo o público interessado. (Quanto aos volumes 15[1992] a 19[2006] — intitulados Cognitive models of science, Origins of Logical Empiricism, Quantum Measurement: Beyond paradox, Logical empiricism in North America e Scientific Pluralism — deles estão disponíveis, por enquanto, apenas os ensaios introdutórios.) O Minnesota Center for the Philosophy of Science deve ser efusivamente parabenizado pela demonstração de descortino, espírito público e fidelidade à sua missão acadêmica, ao tomar a iniciativa de colocar todo esse material, de valor simplesmente inestimável, disponível sob a forma de acesso livre.

Seminário sobre metateoria estruturalista começa neste dia 7

Lembrete: Começa a amanhã, 07/10/2011, o XXIII Seminário Internacional de Filosofia e História da Ciência, com o Prof. Pablo Lorenzano (Univ. Quilmes), já noticiado anteriormente neste blog. O título do ciclo é “Temas clásicos de filosofia de la ciencia a la luz de las concepciones semânticas de la teorías“.

Em oito encontros, o Prof. Lorenzano (editor da revista Metatheoría, à qual pertence também o autor deste blog)  irá apresentar em detalhe uma vertente de destaque dentro da filosofia contemporânea da ciência, que são os chamados enfoques semânticos ou modelo-teóricos, concentrando-se em um programa de pesquisa específico dentro dessa vertente, que é a metateoria estruturalista.

As reuniões ocorrerão sempre às sextas-feiras pela manhã, durante os meses de Outubro e Novembro de 2011, no prédio de Filosofia e Ciências Sociais da USP. A programação completa pode ser consultada aqui e o cartaz do evento aqui. Como em todos os seminários anteriores, serão conferidos certificados aos participantes com frequência.

Esta é uma atividade do Projeto Temático Fapesp “Gênese e significado da tecnociência”, da Associação Scientiae Studia (aos quais estou ligado) e do Departmento de Filosofia da USP. Maiores informações podem ser obtidas com a secretaria da Associação (e-mail: secretaria@scientiaestudia.org.br) e com o Departamento (fone (11)3091-3761).

Colóquio com transmissão ao vivo

O II Colóquio de Professores de Filosofia da UFABC ocorre hoje (4a. feira, 05/10) e amanhã (5a. feira, 06/10), e terá transmissão ao vivo pela internet.

As atividades ocorrerão no Auditório do Bloco Sigma (Av. João Pessoa, 59, São Bernando do Campo). A programação é a seguinte:

05/10, 19h: “Filosofia no Ensino Médio”, com o Prof. Dr. Josué Cândido da Silva (UESC).

06/10, 19h: “Ensinar filosofia ou ensinar com filosofia?”, com o Prof. Dr. Walter Kohan (UERJ).
Na internet, o endereço da transmissão será: http://www.livestream.com/filosofiaufabc
O evento é promovido pelo curso de Licenciatura em Filosofia da Ufabc, com apoio da PROEX, do CCNH e do Mestrado em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática.