Primeira Oficina de Lógica e Argumentação na UFABC

Será realizada nesta quinta-feira, dia 10 de novembro de 2011, das 14h as 17h no auditório do Bloco Sigma, a Primeira Oficina de Lógica e Argumentação na UFABC. Esta é uma atividade voltada especialmente para as turmas da disciplina de Pensamento Crítico. Os professores e alunos estão convidados. A organização é da Profa. Juliana Bueno do CCNH-UFABC. A minha turma (sala 004, 2as e 4as feiras das 10 às 12h) está especialmente convidada. Segue a programação:

Palestrantes:

1. Walter A. Carnielli – Professor Titular do IFCH-Unicamp e Diretor do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência da Unicamp – Título: Como argumentar com causas (e efeitos)

Resumo: Pretendo discutir as noções básicas que permitem classificar argumentos entre argumentos fortes, argumentos válidos e bons argumentos, visando esclarecer a conexão entre premissas e conclusão e o papel da lógica na argumentação. Em particular, como motivação, discutirei as noções de causa e efeito, enfatizando a questão das condições normais nos critérios de causa e efeito, causas particulares versus generalizações e causas gerais, e enganos em avaliação de causa e efeito. A apresentação, introdutória, pretende incluir vários exemplos e incentivar a discussão e o debate.

2. Pedro Mendes de Lemos – Doutorando do IFCH-Unicamp, Mestre pela PUC-Rio: orientação de Oswaldo Chateaubriand Filho. Título: Captura Semântica e Contrafactuais.

Resumo: Este trabalho procura avaliar as diversas teorias de condicionais que tentam capturar semanticamente a implicatividade instanciada em argumentos contrafactuais, i.e., argumentos na forma subjuntiva “Se fosse o caso que A, então seria o caso que B”. Por serem condicionais com argumentos contrários aos fatos, e portanto, inalteravelmente falsos, autores como R. Chisholm e N. Goodman alertaram para o problema de que a análise por implicação material seria inócua, pois pelo fato do antecedente ser inalteravelmente falso, a análise material sempre redundaria na verdade trivial do condicional, sendo impossível distinguir argumentos genuínos (plausíveis) de argumentos patentemente absurdos. Evidente, pois só há uma forma da implicação material ser falsa, quando partimos de uma informação verdadeira e concluímos uma informação falsa.

Contudo, e este é o fato que desperta maior interesse, a razão é frequentemente capaz de contrastar tais argumentos, e o faz através de algum processo que nunca foi satisfatoriamente capturado por qualquer teoria lógico-semântica. É a esta “captura do processo” que relacionamos uma “captura semântica” por alguma teoria formal que consiga explicar, com algum sucesso, uma faculdade tão fundamental e presente em todo ser-humano. Dessa forma, exporemos a maneira como as teorias mais elaboradas capturam semanticamente a implicação contrafactual, e quais são os resultados inesperados que essas análises acabam produzindo. Procuramos identificar os pontos problemáticos das teorias e discutir o que pode estar causando tais limitações.

(Fonte: Profa. Juliana Bueno)

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