Newton — Regras do raciocínio em filosofia

O trecho de Newton comentado nas aulas de Teoria do Conhecimento: Empirismo e Racionalismo de 05/03 (Diurno) e 07-14/03 (Noturno), em conexão com a nossa leitura de Hume, está transcrito abaixo e pode ser encontrado também na Ant0logia de textos do meu site.

1a. Regra [Princípio da parcimônia (Navalha de Ockham)]

«Não devemos admitir mais causas para as coisas naturais do que aquelas que forem verdadeiras e suficientes para explicar as suas aparências. É com esse objetivo que os filósofos dizem que a Natureza não faz nada em vão, e quando o menos já basta, o mais é em vão; pois a Natureza se agrada da simplicidade, e não lhe cabe a pompa das causas supérfluas.»

2a. Regra [Similaridade de efeitos permite inferir similaridade de causas]

«Portanto, aos mesmos efeitos naturais devemos, na medida do possível, atribuir as mesmas causas. Tal como, por exemplo, para a respiração no homem e nos animais; a queda das pedras na Europa e na América; a luz do fogo de cozinhar e do Sol; a reflexão da luz na Terra e nos planetas.»

3a. Regra [Princípio de universalidade ou ampliatividade]

«As qualidades dos corpos que não admitirem nem aumento nem diminuição de grau, e que se concluir pertencerem a todos os corpos ao alcance de nossos experimentos, devem ser tomadas como sendo as qualidades universais de todos os corpos.»

4a. Regra [Indução]

«Na filosofia experimental devemos encarar as proposições inferidas a partir dos fenômenos por indução geral como sendo precisamente ou aproximadamente verdadeiras, a despeito de quaisquer hipóteses contrárias que possam ser imaginadas, até que ocorram outros fenômenos, pelos quais elas podem ser tornadas mais precisas ou suscetíveis de exceções. Devemos seguir esta regra, de que o argumento por indução não pode ser evitado por hipóteses.»

— Isaac Newton, Mathematical Principles of Natural Philosophy, trad. ingl. por A. Motte / F. Cajori, in: Great Books of the Western World, Volume 34 – Newton/Huygens, pp. 270-271. Chicago / London / Toronto: Encyclopaedia Britannica, 1952. Trad. port. por V. A. Bezerra.

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