Historiografia (Pós) – Notas finais

As notas finais da disciplina de Historiografia e Filosofia das Ciências e Matemática (ENS-003), da PEHFCM, estão disponíveis na página da disciplina.

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Interpretation in Historiography and Historiography of Science 2013

Interpretation in Historiography and Historiography of Science
Workshop on Philosophy of History and Historiography
University of Hull
Wilberforce Building LT 15

May 22, 2013

What is the relation between historical interpretation and the historical record? This is a question that is equally fundamental in the philosophy of general historiography and in the philosophy of the historiography of science.

In one extreme, we find traditional meta-interpretations of the history of science, in which science is judged to gradually progress towards the truth. In the other extreme, there are anthropological studies of science, which limit historical interpretation, “science in the making,” to the first-hand observations of scientists’ activity.

The 19th century Rankeanism, which implies that one can describe the past as it really was, wie es eigentlich gewesen, has held sway in historiography for long. However, in recent decades the narrativist philosophy of historiography has argued that historical interpretation is a matter of creative and aesthetic construction, not to be evaluated epistemologically at all. Further, some programmatic postmodernists suggest that the only rationale in historiography is to enhance discussion of moral and ethical problems in our contemporary culture.

What is the relation between historical interpretation and the historical record? Is it conceivable that historical data could determine any theses on history? Does the problem of underdetermination apply equally to historical interpretation as to scientific theories? Are there perhaps epistemic values or other epistemic constraints that limit the number of reasonable historical interpretations? Should we limit interpretation to microhistorical radical empiricism, which tries to avoid imposing any generalising narratives? What does such an approach imply philosophically? And is it possible to have a historical representation without any synthetizing narrative in the first place?

These and other related questions will be discussed in this workshop. It brings together scholars working in the philosophy of historiography and in the philosophy of the historiography of science.

Programme

9.45-10.00      Welcome and coffee
10.00-11.30    John Christie (Oxford):  “Philosophical Historiography of Science”
11.30-11.45     Coffee break
11.45-13.15     Jouni-Matti Kuukkanen (Hull): “Colligatory Concepts: Figments of Literary                                     Imagination or Faithful Copies of the Past?”
13.15-14.15     Lunch break
14.15-16.00     Rogier de Langhe (Tilburg): TBA
16.00-16.15     Coffee break
16.15-18.00     James W. McAllister (Leiden): “Tensions between Empiricism and                                                   Interpretation in Historiography of Science”

Attending the workshop is free and all are welcome.

This workshop is supported by the Royal Institute of Philosophy and Philosophy at the University of Hull.

Fonte:  Prof. Jouni-Matti Kuukkanen (página pessoal aqui) via HOPOS-L

Historiografia (Pós) – Aviso aos grupos de seminários

Aqueles grupos que ainda não me entregaram o material utilizado durante os seus respectivos seminários (por exemplo, apresentações em powerpoint), conforme solicitei anteriormente em aula, por favor, têm de hoje até a semana que vem para fazê-lo (aula de hoje 09/05 e aula de terça dia 14/05). Enviem por email, ou, no caso de arquivos demasiado grandes, tragam-me pessoalmente.

Programação de Seminários de ENS-003

[ATUALIZADO EM 30/04] Esta é a programação de seminários na minha turma da disciplina de Historiografia e Filosofia das Ciências e Matemática, ENS-003, da PEHFCM, no 1o. Quadrimestre de 2013:

√ 26/02/2013 – Regina e Daniela – Texto: J. d’Assunção Barros – “História e ciência: Algumas questões de método e epistemologia” – Parte 1 (pp. 139-158)

√ 05/03 – Taimara e Anderson – J. Barros – Parte 2 (pp. 158-183)

12/03 – Josilda e Vera – Texto: Peter Burke – “A Nova História, seu passado e seu futuro” – Parte 1 (pp. 1-6, até a seção “Os prós e contras da mudança”)

19/03 – Edson e Luiz – Peter Burke – Parte 2 (pp. 6-13, a partir da seção “Problemas de definição”)

26/03 – Soraia, Carla e Ricardo – Texto: Helge Kragh – Introdução à Historiografia da Ciência (trad. port. ou esp.), Cap. 2 – “História da Ciência”

28/03 – Cíntia, Aline e Jimena – H. Kragh, Cap. 3 – “Objetivos e justificação”

02/04 – Lígia, Mirtes e Alan – H. Kragh, Caps. 6 e 7 – “Explicações” e “História hipotética”

[De 08/04 a 20/04 – Recesso segundo o calendário acadêmico]

23/04 – Letícia, Verônica e Suseli – H. Kragh, Cap. 8 – “Estrutura e organização”

30/04 – Carla Adriana, Leonardo e Wagner – H. Kragh, Cap. 9 – “História da ciência anacrônica e diacrônica”

07/05 – Cristiane e Liliane – H. Kragh, Cap. 11 – “Fontes”

09/05 – Barbara, Taís e Leandro – H. Kragh, Cap. 12 – “Avaliação das fontes”

Lembro ainda que a data da prova da nossa disciplina é 14/05/2013.

Filosofia e Filosofias no Renascimento

O Colóquio “Filosofia e Filosofias do Renascimento” será realizado no início de 2013, em data ainda a ser fixada, organizado pelos professores Eduardo Kickhöfel (Unifesp-Guarulhos), Antônio Valverde (PUC-SP) e Fábio Bertato (Unicamp).

A proposta do evento é interessante: procurar discutir o Renascimento “em seus próprios termos”, fazendo um esfoço intelectual para distanciar-se, na medida do possível, das fronteiras disciplinares tipicamente contemporâneas. Trata-se, em vez disso, de tentar situar as análises segundo classificações e inter-relações dos saberes que sejam o mais próximas possível daquelas vigentes na época.

No Renascimento, já começavam a ocorrer distanciamentos importantes em relação a uma estruturação do saber de tipo, digamos, aristotélico; por outro lado, ainda não se consolidara o processo vertiginoso de fragmentação e especialização do conhecimento que caracterizaria a Modernidade. Daí a singularidade epistemológica desse período. Um exemplo: as relações entre arte, ciência e técnica eram pensadas de maneiras profundamente diferentes daquelas típicas do século XVII ou do século XX.

O colóquio deverá ter três eixos principais: “Filosofia teórica”, “Filosofias prática e produtuiva”, “Legado e estudos”. A novidade prática é que o Prof. Eduardo criou um blog ligado ao evento, visando prepará-lo e criar uma atmosfera intelectual propícia à discussão, com intercâmbio de textos, imagens, prévias das apresentações, etc.

Como se sabe, nas últimas décadas, temas tais como interdisciplinaridade, convergência de saberes, as relações entre ciência, arte e tecnologia, historiografia, o estatuto do conhecimento histórico, o problema do anacronismo, pós-modernidade e pós-pós-modernidade não deixaram de frequentar os círculos e as publicações acadêmicas e culturais. No momento atual, lançar um olhar sistemático e cuidadoso sobre o Renascimento, além de poder perfeitamente ser um fim em si mesmo (particularmente para os especialistas na área), também pode contribuir para colocar em perspectiva esses debates contemporâneos, e ainda — porque não dizer — para pensar aquele período fascinante, culturalmente e intelectualmente efervescente, e relativamente ainda pouco estudado, no qual já não éramos mais antigos e “ainda” não éramos modernos. (As aspas na palavra “ainda” servem como um lembrete para que nos guardemos de anacronismos whig.)

Particularmente instrutivo é o post “Uma nota a respeito de disciplinas“. A proposta completa do evento e o programa preliminar também estão disponíveis.

(Obrigado ao Prof. Kickhöfel, docente de Filosofia do Renascimento da Unifesp-Guarulhos, pela indicação.)

Disciplinas para 2013 – Pós-Graduação

Como já estamos em novembro, penso que é adequado fazer alguns avisos. No primeiro quadrimestre de 2013 — se tudo correr conforme a previsão — irei ministrar a disciplina Historiografia e Filosofia das Ciências e Matemática, obrigatória do Programa de Pós-Graduação em Ensino, História e Filosofia das Ciências e Matemática da UFABC.

Digo “previsão” porque isso é algo que ainda tem a ver com a recente greve das universidades federais. Trata-se do oferecimento da disciplina no chamado “quadrimestre ideal”, mas, em função das assincronias causadas pelos 120 dias de greve (da qual a PEHFCM participou), esta mesma disciplina já está sendo oferecida no atual quadrimestre.

Bem, dividi o programa da disciplina para o 1Q2013 em duas grandes seções. Na primeira parte, tratarei do debate historiográfico sob um ponto de vista geral, não limitado exclusivamente à história da ciência, mas contemplando (com inevitável brevidade) diferentes escolas historiográficas — através de textos de Barros, Burke, Braudel, Abrantes e outros. Já na segunda parte, iremos trabalhar textos que incorporam especificamente o debate sobre a relação entre História da Ciência e Filosofia da Ciência — via autores como Moulines, Giere, McMullin, Évora e outros.

Oportunamente, maiores informações e textos serão divulgados na página da disciplina, que irei criar em breve dentro do meu site.